Acadêmicos de Enfermagem da URI participam de curso sobre ética nas redes sociais

2 de outubro de 2025

 

Na tarde da última quinta-feira, 2 de outubro, os acadêmicos do curso de Enfermagem da URI participaram de um curso com o tema “Enfermagem nas Redes Sociais”, ministrado pelo enfermeiro fiscal de Passo Fundo, Marcos Aurélio Dellatorre, do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (COREN/RS). O evento abordou a importância do comportamento ético e cauteloso dos profissionais de saúde nos meios digitais.

De acordo com o coordenador do curso, professor Francisco Rodrigues, a atividade teve como objetivo conscientizar os estudantes sobre questões de privacidade, além de orientar sobre o uso responsável das redes sociais. O coordenador destacou a importância de cautela na navegação por sites, compartilhamentos e adição de contatos, especialmente em um mundo digital cada vez mais exposto.

Durante o curso, Marcos Aurélio Dellatorre apresentou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula o tratamento de dados pessoais em meios digitais e protege direitos fundamentais, como privacidade e liberdade. O enfermeiro detalhou como essas normas impactam diretamente os profissionais da saúde e trouxe casos reais de sanções aplicadas a enfermeiros e outros profissionais.

Entre os exemplos relatados, foram citadas situações de publicações em redes sociais envolvendo fotos inapropriadas, comentários inconvenientes e filmagens em procedimentos de emergência, além da disseminação de informações falsas e curas milagrosas. Esses episódios ilustraram os riscos que comportamentos imprudentes podem trazer tanto à ética profissional quanto à confiabilidade da profissão perante a sociedade.

Outro tema amplamente abordado foi a Resolução nº 554/2017 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), que estabelece critérios para o uso das mídias pelos profissionais de Enfermagem. Marcos destacou as principais vedações previstas na resolução, como:

  • Permitir que o nome do profissional seja utilizado em publicidade enganosa;
  • Publicar conteúdos que não tenham respaldo científico;
  • Fazer propaganda de métodos ou técnicas sem comprovação científica e vedados pela legislação de enfermagem vigente;
  • Oferecer consultoria a pacientes ou familiares pelas mídias sociais como substituição à consulta presencial de enfermagem.

Essas normas reforçam a necessidade de manter a credibilidade da profissão e proteger tanto os pacientes quanto os próprios profissionais contra riscos legais ou éticos.

Ao final da palestra, o fiscal do COREN/RS Marcos Aurélio Dellatorre deixou um alerta aos acadêmicos: “Você é responsável pelo que publica e repassa”. A participação nas redes sociais pode ser uma ferramenta importante para comunicação e troca de conhecimentos, mas exige responsabilidade, respeito à ética e atenção às normativas da profissão.

Com atividades como essa, o curso de Enfermagem da URI se empenha em formar profissionais atentos às mudanças do mercado, às regulamentações legais e, sobretudo, aos princípios éticos, cuidando não apenas da saúde física, mas também da integridade e privacidade das pessoas que atendem.