DA IGUALDADE À DIFERENÇA: TEMAS SOBRE DIREITOS HUMANOS E AS LUTAS DAS MULHERES POR IGUALDADE ISONÔMICA

APRESENTAÇÃO

A história das mulheres tem sido velada no decorrer de milênios e mantida à margem. Nos últimos períodos, em especial, depois do advento dos Movimentos Feministas, a recuperação da história das mulheres tem conquistado espaço em estudos científicos, tendo como aporte para reconstruir as histórias das mulheres várias áreas do conhecimento. 

Processos históricos seguem sendo capazes de justificar a exclusão das mulheres, sua dominação e inferioridade com bases no argumento da natureza feminina. Por isso, “Es imprescindible desarrollar la consciencia de ser históricas y, al vivir, ser sujetas de la historia. Despojarnos de los ropajes metafóricos que nos animalizan e nos homologan con la tierra y asumir nuestra condición identitaria de humanas” (LAGARDE Y DE LOS RÍOS, 2011, p. 31). Para a cultura capitalista patriarcal, tanto as mulheres como a natureza são objetos de exploração justificada e naturalizada. É para contestar essas ideias que o feminismo, através de correntes ecofeministas, traz novos argumentos.

Embora o Brasil tenha avançado nas questões de proteção jurídica e igualização isonômica para as mulheres o país segue sendo um país patriarcal em suas ações cotidianas. Basta analisar a Constituição Federal de 1988 que, em seu o Artigo 5º, inciso I apregoa a igualdade entre homens e mulheres e, no Artigo 2º, IV aponta como meta do Estado “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Se tais fatores foram positivados no documento maior do país, isso implica dizer que, minimamente, existe algum problema nas relações de gênero, como a violência contra as mulheres nos espaços privados e públicos, apontando para a necessidade de uma mudança não somente jurídica, mas também cultural em todo o país, no que se refere ao tema. 

OBJETIVOS

Apresentar e discutir temas envolvendo desigualdade de gênero e violência contra mulheres, bem como a Lei Maria da Penha.

Capacitar os/as participantes com noções básicas de Direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos e direito da família.

Apresentar os percursos, fluxos e caminhos das medidas protetivas. 

Refletir sobre o acolhimento e escuta de mulheres em situação de violência e abusos.

PÚBLICO DE INTERESSE

Mulheres e homens com curso superior já concluído ou em curso, de diferentes áreas do conhecimento.

PRÉ-REQUISITOS

Não há.

  • Carga horária: 30 h
  • MODALIDADE: EAD
  • CERTIFICADO: Será fornecido certificado digital a todos que tiverem, no mínimo, 75% de frequência.