MODELOS DE ESCOLHA DE DIRETORES ESCOLARES NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.31512/missioneira.v27i1.2047Resumo
Este artigo analisa os modelos de escolha de diretores escolares no Brasil e suas implicações para a gestão democrática da escola. A investigação partiu da seguinte questão norteadora: como os diferentes modelos de escolha de diretores escolares no Brasil podem influenciar a gestão democrática da escola? O objetivo foi comparar os principais formatos de provimento do cargo - eleição direta, concurso público/currículo e indicação política - à luz da literatura especializada. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, baseada na análise de obras clássicas e estudos recentes sobre o tema. Os resultados revelam que a eleição direta, embora sujeita a contradições e vícios do processo eleitoral, é o modelo que mais se aproxima dos princípios da gestão democrática, por favorecer a legitimidade do gestor e a participação da comunidade escolar. O concurso público e a análise de currículo, apesar de garantirem critérios técnicos, tendem a reduzir a função diretiva à lógica gerencial, afastando o gestor da realidade escolar e da construção coletiva do projeto pedagógico. Já a indicação política, embora respaldada legalmente, mostra-se incompatível com a democracia escolar por favorecer práticas clientelistas, comprometer a autonomia da escola e ignorar o vínculo entre gestor e comunidade. Conclui-se que os processos de escolha dos diretores precisam ser repensados com base em critérios que combinem competência técnica com legitimidade democrática, de forma a consolidar uma gestão escolar comprometida com a educação pública de qualidade e com os princípios da cidadania e da participação coletiva.
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