12 de agosto de 2026
Os acadêmicos do curso de Direito da URI Santo Ângelo participaram, na terça-feira à noite, de uma Aula Magna com a professora Luciana Meirelles Correa, que também é presidente da Subseção da OAB. O encontro abordou um tema atual e inovador: “Inteligência Artificial e o futuro da Jurisdição: entre algoritmos, ética e a responsabilidade humana de julgar”.
A solenidade contou com a presença da Diretora-Geral da URI, Drª Berenice Rossner Wbatuba, que também é professora do Mestrado em Gestão Estratégica de Organizações; da coordenadora do curso de Direito e presidente da FURI, professora Janete Rosa Martins; além de demais professores e dos alunos do curso de Direito.
Durante a palestra, Luciana relatou que o uso de Inteligência Artificial no Poder Judiciário, inclusive para a prolação de sentenças, já é uma realidade. O objetivo do debate foi levar aos acadêmicos a compreensão de como essa tecnologia pode ser utilizada de maneira responsável dentro do judiciário, bem como qual é o compromisso do juiz ou desembargador que irá utilizar essa ferramenta, para que ela não se torne um substituto da função de julgar.
A professora instigou os futuros advogados com uma indagação marcante: “Na principal causa da sua vida, quem você gostaria que julgasse, um juiz ou uma IA?”
A partir dessa provocação, Luciana abordou todo o contexto do tema, incluindo a Resolução nº 615 do Conselho Nacional de Justiça-CNJ, que estabelece regramentos para o uso da Inteligência Artificial no Poder Judiciário, como governança, auditabilidade e transparência. O objetivo foi levar aos alunos um conhecimento mais aprofundado sobre esse tema, que já é uma realidade no sistema de justiça brasileiro — tanto para os advogados quanto para os cidadãos que recebem a sentença.
A professora Luciana entende que, mesmo com o uso da IA, a sentença não pode descuidar da questão social e humanitária, bem como do olhar humano que é próprio do magistrado.


